Perspectivas
A planilha de quem vende: o erro mais caro de quem compra empresa no Brasil
Quando alguém decide comprar um negócio, entrar de sócio ou abrir uma operação nova, a primeira planilha que vê é quase sempre a mesma: a de quem está vendendo a ideia. E ela tem duas características constantes — retorno nominal generoso e premissas que ninguém separou dos fatos.
O comprador experiente conhece o roteiro: faturamento "conservador" que supõe o melhor ano da história se repetindo, custo que esquece o próprio salário de quem vai operar, e nenhuma linha para capital de giro. Mas o erro estrutural vem antes de qualquer linha: comparar o retorno com zero, e não com o custo de oportunidade. A pergunta que quase nunca é feita: isso rende mais do que deixar o dinheiro parado em título público, ajustado pelo risco e pelo trabalho?
Quando essa pergunta é feita com método — retorno real, três cenários, sensibilidade nas variáveis que decidem — uma parte relevante dos negócios "óbvios" retorna NO-GO no preço pedido. Não porque o negócio seja ruim, mas porque o preço embute o otimismo do vendedor.
É esse o serviço: reconstruir os números, testar o que precisa ser verdade e escrever o veredito — seguir, seguir com condição de preço, ou não seguir — em sete dias úteis, antes de você gastar com auditoria e advogado. A partir de R$ 3.000, com data em contrato. Um relatório que diz "não" custa uma fração do primeiro ano de um negócio comprado caro.
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