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Política de IA em duas páginas: a regra que protege o funcionário e a empresa

P · Pessoas Inventário de IA em uso

Quando a empresa descobre que a equipe usa IA por conta própria, a primeira reação costuma ser uma das duas erradas: proibir tudo, ou publicar uma política de dezoito páginas que ninguém lê. As duas produzem o mesmo resultado — o uso continua, agora escondido.

A proibição falha porque a ferramenta resolve um problema real do funcionário; ele não vai devolver duas horas do seu dia por lealdade a um comunicado. E o uso escondido é o pior dos cenários: sem critério, sem registro e sem chance de orientação. Já a política longa falha por física básica de atenção: regra que não cabe na memória não muda comportamento.

O que funciona é curto e concreto, e cabe em duas páginas: o que pode entrar em ferramenta pública (nada identificável de cliente ou colega), o que só pode no ambiente aprovado pela empresa, o que não entra em lugar nenhum, e o caminho para pedir uma ferramenta nova — com resposta em prazo definido, para o atalho oficial ser mais rápido que o clandestino. A política protege nos dois sentidos: o funcionário sabe onde pisa antes de errar, e a empresa demonstra diligência se algo acontecer.

Nós escrevemos essa política como parte do inventário de IA — depois de saber o que a sua equipe realmente usa, não antes. Regra escrita no vácuo vira papel; regra escrita sobre o uso real vira prática. Duas a três semanas, prazo em contrato, e os três primeiros clientes do programa fundador com 40% de desconto.

Lente Pessoas. O lado operacional: quem executa, quem adota, quem resiste.

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