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Seu melhor vendedor não é analista financeiro — e cobrar isso dele custa caro

P · Pessoas Business case e modelo de ROI

Sexta-feira, sete da noite: o vendedor que trouxe os dois maiores contratos do ano está brigando com uma fórmula de valor presente numa planilha. Ele não faz isso, nunca fez, e a proposta precisa subir na segunda.

Existe um momento no crescimento de toda operação B2B em que os deals ficam grandes demais para a conversa solta e pequenos demais para justificar um time dedicado a modelar valor. Nesse vão, a tarefa de "montar o ROI" cai no colo de quem vende — e o resultado é previsível. O vendedor faz o que sabe: conduz relacionamento, cria urgência, negocia. E entrega uma planilha que parece o que é. O comprador sofisticado percebe em dois minutos, e a percepção contamina o resto: se o número é amador, o que mais é?

O erro de gestão aqui não é do vendedor, é do desenho da função. Modelagem financeira é ofício; empatia comercial é outro. Exigir os dois da mesma pessoa produz um profissional mediano em ambos ou um ótimo vendedor frustrado — e, nos dois casos, deal parado.

A solução estrutural é contratar a competência. A solução pontual, para a empresa que tem dois ou três deals grandes por trimestre, é encomendar o artefato quando ele decide o jogo: modelo auditável, seis slides na língua do comitê e a lista de perguntas do financeiro, em cinco dias úteis com prazo garantido em contrato. Os três primeiros contratos saem com 40% de desconto no programa fundador. Deixe o vendedor vender; o número, a gente constrói.

Lente Pessoas. O lado operacional: quem executa, quem adota, quem resiste.

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