Perspectivas
Sócio operador, sócio investidor: o combinado que ninguém escreveu
A maioria das sociedades pequenas no Brasil nasce de uma conversa animada e de um contrato social de modelo, baixado para registrar o CNPJ. O que a conversa animada nunca define — e o modelo nunca pergunta — é a parte que mata sociedades: quem faz o quê, quem recebe o quê por isso, e o que acontece quando um quer sair.
O padrão de conflito é sempre o mesmo. Um sócio opera todos os dias; o outro entrou com capital. Seis meses depois, o operador sente que carrega a empresa sozinho por metade do resultado; o investidor sente que financia o salário disfarçado do outro. Nenhum dos dois está errado, porque nada foi combinado — pró-labore, dedicação mínima, critério de distribuição e regra de saída ficaram no subentendido.
Esse é um problema de desenho antes de ser um problema jurídico, e é por isso que o nosso screening de negócio trata sociedade como cenário a ser testado: o modelo separa remuneração de trabalho (pró-labore de mercado) de remuneração de capital (distribuição), e mostra se o negócio sustenta os dois. Muita sociedade que "não deu certo" era, na planilha, um negócio que nunca coube para duas pessoas — e isso dava para saber antes.
O relatório sai em sete dias úteis, com o veredito escrito antes de sabermos qual resposta você prefere. A formalização do acordo é trabalho de advogado; dar a ele os números certos para escrever é o nosso.
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Prazo em contrato e escopo fechado. Se atrasarmos por nossa causa, sem atraso seu, metade do valor daquela entrega volta. Ver o que fazemos.